quarta-feira, janeiro 17, 2007

Direto da Alemanha

Novidades da marca bávara, que antes já foram flagradas e mostradas aqui no AutoDiário, agora estão confirmadíssimas, com fotos oficiais e informações sobre mudanças também nos equipamentos. Em definitivo, a Série 1 "perde" 2 portas ficando, assim, mais esportiva. Estas ficaram maiores, deixando o vidro traseiro com um corte mais curto e com menor área. Agora, o modelo terá motores com injeção direta. Esteticamente, algumas mudanças ficaram para toda a gama, como os novos pára-choques e retoques nos faróis e nas lanternas. Todos contam com seis air-bags, luzes de freio variáveis (dependendo da pressão feita sobre o pedal do freio) e pneus RunFlat, que podem rodar furados por alguns quilômetros, em velocidade limitada. Na versão de 3 portas há, ainda, um opcional interessante: dois bancos traseiros individuas, indisponíveis para a versão de 5 portas. Os motores à gasolina são quatro: 116i(116cv), 118i(143cv), 120i(170cv) e 130i(265cv). Para o mercado brasileiro, devem se manter as versões 120i e 130i. A 116i, disponível no mercado europeu, pagaria um imposto menor e tornaria o carro mais barato, mas isso não deve passar pelos planos da BMW, que preza pela esportividade que esta versão não oferece, deixando a Audi como a única a atuar neste nicho no Brasil.



As versões Avantgard e AMG contarão com a estrela na grade

Enquanto isso, na montadora da estrela de três pontas, o novo Classe C já está pronto. Mesmo que rode com poucos disfarçes, um catálago foi fotografado. Este é o grande motivo dos belíssimos descontos oferecidos à linha no mercado nacional. O modelo será produzido na fábrica de Bremen, sendo apresentado no Salão de Genebra, em Março, apenas na versão sedan. A versão perua, claramente inspirada no Classe R, deverá chegar no segundo semestre deste ano. Tendo opção de tração integral ou traseira, ainda virão dois outros tipos de carroceria: conversível e cupê (SportsCoupé, que deverá entrar em produção em Juiz de Fora(MG) visando, também, o mercado nacional). A força que movimentará estas máquinas será composta por motores com quatro e seis cilindros totalmente novos. Antes que perguntem, a versão AMG já está nos planos e já começou a ser desenvolvida, com design já definitivo, como nos mostra o catálogo.






Texto: Matheus Q. Pera
Fotos: Divulgação e germancarforum.com

segunda-feira, janeiro 15, 2007

1º Fórum de segurança automotiva AutoDiário

A partir de hoje o AutoDiário inicia uma seqüência de reportagens com um único enfoque: segurança. Nosso trânsito é, hoje, um dos mais letais do mundo, segundo a OMS, e temos a consciência que o tema têm de ser amplamente discutido por nossos leitores.

São mais de 30 mil mortos no nosso trânsito, sem contar os feridos. Medidas urgentes têm de ser tomadas em relação à nossa legislação, rodovias e veículos.

O primeiro assunto a ser abordado é o sistema de freios ABS, equipamento de segurança ativa (leia-se: previne acidentes) para os ocupantes dos automóveis e pedestres. Seja bem vindo à discussão.

ABS: um assunto travado no Brasil

Que tal um equipamento que reduza em 27% o número de mortes por atropelamento e ainda diminua em 24% o número de mortes em acidentes envolvendo vários veículos?

Este equipamento existe, e está a venda, ao menos como opcional, na maioria dos modelos nacionais - exceto no Celta, Prisma, Uno, Gol e Ka. O ABS (Sistema Anti-Bloqueio, sigla em inglês) evita que as rodas travem em uma freada, diminuindo o espaço necessário para parar um automóvel.

A grande vantagem não está somente na redução do espaço de frenagem, mas também pela possibilidade de desviar dos obstáculos numa situação de emergência. Nos carros sem o equipamento, sempre que as rodas travam, o carro perde imediatamente o controle, já que independentemente da mudança que efetuar na direção, o automóvel manterá uma trajetória retilínea.

É importante lembrar que há algumas poucas situações que o ABS não atinge tudo o que propõe. Em terrenos cobertos por pedregulhos, por exemplo, o equipamento pode ter efeito inverso, ou seja: aumentar o espaço de frenagem, já que o travamento possibilitaria com que as rodas encravassem no solo nesse piso, ainda que não pudesse se desviar dos obstáculos nessa ocasião, também.

Um usuário experiente pode simular o efeito e a performance de um freio com ABS, com técnicas como o Treshold Breaking. E como 85% dos nossos brasileiros que compraram automóveis no último ano não dispõem do equipamento, ensinaremos a técnica: o motorista de carro sem ABS deve acionar o pedal com força quando detecta um obstáculo e manter a trajetória de desvio normalmente. Quando o obstáculo estiver próximo, o condutor deve aliviar a pressão no pedal para poder mover o volante. Em outras palavras, vc pisa, mas quando você sentir que as rodas travaram, alivia-se o pé do pedal do freio, para que o pneu mantenha a desaceleração, já que travado ele só escorrega e não pára tão rapidamente. Existem cursos de segurança, a preços relativamente acessíveis (R$ 800,00) que aperfeiçoam o uso desta técnica.

No uso cotidiano o equipamento não entra em ação, exceto em situações de risco.

Presente em cerca de 15% dos modelos nacionais atualmente, o ABS é item obrigatório em todos os carros vendidos na maioria dos mercados europeus e alguns estados americanos, só pra citar algumas de nossas referências em segurança. Há anos.

Há anos também tramita pela Câmara dos Deputados, em Brasília, o Projeto de Lei 1029-1995 que prevê a obrigatoriedade, dentre outros itens, do ABS em todos os veículos vendidos no Brasil. Apresentada em 1995, a proposta tramitou por diversas comissões, foi arquivada em 1997 e desarquivada em 2003. Mas segue sem previsão de ir ao plenário.

Do lado dos fabricantes, as justificativas mais comuns para a não adoção do equipamento são a de que não existe produção do equipamento no Brasil, o que deixa o componente caro, e de que este não é um ítem procurado pelo consumidor nacional.

O preço de custo do equipamento, na linha de montagem, com a produção no Brasil será de cerca de R$ 700,00. Hoje, importado, custa para o consumidor final, consideravelmente mais do que isso, e costuma ser vendido por cerca de R$ 3.000,00. Para resolver o problema do preço foi formado um consórcio reunindo Fiat, Ford, GM, Renault e Volkswagen. As empresas lançaram concorrência para a fabricação do equipamento no Brasil e a vencedora foi a Bosch, que deve iniciar a produção em 2008.

Desde já deixamos a sugestão de descontar parte ou todo o valor de custo do equipamento em impostos. Reduziria pouco na arrecadação e teria um grande efeito na redução de acidentes.

Já o aspecto cultural é mais difícil de mensurar e de mudar. Uma pesquisa da Bosch (inventora do equipamento, e maior fornecedora de freios do país) mostrou que o brasileiro privilegia estética, conforto e potência na hora de adquirir seus modelos. No caso da segurança, eles preferem itens ativos, aqueles que amortizam os resultados do acidente já consumado, como airbag e cinto de segurança.

Por exemplo você, leitor. Na compra de um carro 0km, exige a presença do ABS? Qual a sua prioridade? Deixe sua opinião.


Texto: Fábio Almeida e Guilherme Lopes
Fonte: Wikipedia - ABS; Treshold Braking
Projeto de Lei 1029/1995
Estatísticas do National Highway Traffic Safety Administration (EUA)
Diagrama de funcionamento

sábado, janeiro 13, 2007

Chineses com Sangue Latino

Tidos como grande ameaça às montadoras instaladas no Brasil, os automóveis chineses começam a avançar em direção à América do Sul, mais precisamente via Uruguai, de onde nascerão os primeiros “chinos”. Confirmada a intenção em novembro do ano passado, a Chery Automobile começará a produzir em território latino-americano em breve e chegará ao Brasil com preços atraentes. Isso por conta das vantagens tarifárias oferecidas pelo Mercosul bem como outras que veremos adiante.

Em sua primeira experiência fora do território chinês, a Chery iniciará suas atividades em sociedade com o grupo argentino Socma (Sociedad Macri). Esse grupo é liderado pelo empresário Franco Macri, bastante conhecido no país vizinho e que esteve envolvido nas operações da Sevel tanto na Argentina como no Uruguai entre os anos oitenta e parte dos noventa. O capital acionário de nova sociedade é constituído em 51% pela Chery e 49% pelo grupo Socma.

Para a empreitada, serão investidos 100 milhões de dólares, orientando esforços para abastecer preferencialmente à demanda de Brasil e Argentina. O plano de introdução da montadora asiática propõe a produção de cerca de 25 mil veículos, sendo esta a capacidade anual da fábrica em Montevidéu, de propriedade de Macri e alguns sócios. É a mesma fábrica que nos anos 80 e 90 produziu sob a bandeira da Sevel veículos como Uno, Duna e Peugeot 505. Desses 25 mil veículos anunciados, 10 mil serão do utilitário-esportivo Tiggo que poderá ser comercializado por cerca de R$ 50 mil, ficando o restante para o pequeno QQ ao qual estima-se preço abaixo dos R$ 15 mil. Em prol da lucratividade, considerando-se a aceitação do público e um volume de produção ainda baixo, os preços poderão ser maiores do que estes, mas certamente menores que os da concorrência. O início da produção está previsto para maio, sendo que os modelos deverão estar disponíveis ao consumidor somente no segundo semestre deste ano. A princípio a produção será pequena, mas Franco Macri espera inaugurar uma segunda fábrica na Argentina com capacidade para produzir 100 mil veículos ao ano. Especula-se que o Brasil estaria no páreo para receber a fábrica.

A Chery-Socma pretende importar grande quantidade de peças de origem chinesa, aproveitando algumas preferências tarifárias que o Uruguai possui por ter um desenvolvimento econômico-estrutural menor que outros países do Mercosul (como Brasil e Argentina), e permitem que o índice de nacionalização de veículos seja de 30% no primeiro ano de produção, progredindo a 50% em até cinco anos. Diferentemente das regras gerais do Mercosul, em que o índice de nacionalização dos veículos é de 40% no primeiro ano, 50% no segundo e 60% no terceiro. Portanto, peças e componentes virão por preços menores e em maior número da China, conforme os índices propostos, enquanto que para o restante, virão de fornecedores do Brasil e da Argentina.

Tiggo – Ao contrário do que alguns pensam, o SUV chinês não é exatamente um clone da geração anterior do Honda CR-V. A semelhança com o jipe da Honda está evidenciada nos faróis e nos contornos gerais de sua área frontal, mas o habitáculo assim como a traseira se assemelham bastante ao Toyota Rav-4, também em sua geração anterior (ver comparação, abaixo). Segundo pretensões da Chery, o Tiggo viria para brigar em preço com o EcoSport e veículos similares. As medidas são muito próximas às do jipinho da Ford, com 4,28 m de comprimento, 1,76 m de largura, 1,71 m de altura e 2,51 m de distância entre-eixos.

Fotogaleria – Abaixo, imagens do QQ e do Tiggo (tam.1024x768):



Texto com informações do jornal O Estado de São Paulo.

Referência Anterior (15 de maio de 2006):
Brasil: De portas abertas para os automóveis chineses

sexta-feira, janeiro 12, 2007

Spy Videos


BMW Série 1 3p

É, já é tradição que as fotos promocionais da BMW escapem antes do lançamento. Mas agora a grande estrela foi o vídeo do modelo. Consideramos este pequeno BMW uma perfeição em design.



Panamera
Com medidas “extra-grande”, fazendo o 911 parecer de brinquedo, o Porsche Panamera segue em testes finais de desenvolvimento pela Europa. Ao que tudo indica, virá para concorrer com sedãs de grande porte como BMW série 7 e Mercedes Classe S ou CLS. Assista ao vídeo do Panamera, em testes:


Texto: Guilherme Lopes e Rafael Lima

quinta-feira, janeiro 11, 2007

Curtas - Novidades Nipônicas e Francesas

Se este veículo fosse encontrado por algum desavisado, talvez tivesse sido ridicularizado pelos pára-lamas alargados. E ninguém se daria conta de que se trata de uma mula da próxima geração do novo Fit, flagrada na Inglaterra pelo AutoExpress.

Fabricado sobre uma plataforma idêntica a da atual, o novo Fit deverá manter, e ter aperfeiçoada, suas qualidades. Os motores continuarão os mesmos. Ainda que as fotos indiquem que ele crescerá em todas as dimensões, visivelmente pelas bitolas mais largas, a maior novidade, segundo a imprensa inteernacional, poderá ser a inclusão de um motor a diesel - que não estará disponível no nosso mercado. Porém isto não condiz com as declarações do presidente da Honda, que informou que a empresa não têm intenções de produzir um motor Diesel de baixa cilindrada.

Esteticamente deverá ter seu visual inspirado no do Novo Civic.

O modelo será apresentado mundialmente no Salão de Tókio, em Outubro. Por aqui não deve demorar, como já é tradição da Honda. (G. Lopes)

Nova Kangoo
Segundo o colunista Fernando Calmon, a nova geração do Renault Kangoo poderá ser fabricada na Argentina, juntamente com um novo veículo Nissan, ainda não definido. Na imagem acima, que circula pela grande rede, a nova geração da minivan. (R.Lima)

Foto: AutoExpress
Textos: Guilherme Lopes e Rafael Lima

terça-feira, janeiro 09, 2007

Lançamento: Fiat/Tata Sprint TL

A Tata apresentou no Salão de Bolonha a nova geração da Pick-up TL, um modelo que já estava defasado em conceito e design. Trata-se do primeiro veículo projetado em parceria com a Fiat.

A TL Sprint impõe um aspecto robusto, mais moderno e jovem, seguindo a tendência da nova geração de picapes: ou seja, atinge o cliente que procura um carro prático, original e com boa capacidade de carga, porém mais preocupado com seus momentos de lazer do que com os de trabalho.

Com essas premissas a nova TL Sprint conta com um interior muito mais atraente, compatível com os atuais modelos da categoria (vide Nova Hilux), sendo bem acabada e com equipamentos como airbag, ar condicionado semi-automático, sistema de som com mp3, dentre outros.

Mas, afinal, porque esta notícia é interessante para os brasileiros? A Tata estabeleceu um acordo com a Fiat Argentina e há forte possibilidade da TL Sprint ser produzida naquele país. Para o mercado sul-americano a picape receberia o novo motor diesel DICOR (Direct Injection Common Rail) de 3.0 litros e aproximadamente 157 hp.

O modelo deve chegar ao mercado em 2008.

A marca a ser usada no nosso mercado, caso confirmado, deverá ser a da própria Fiat, com design frontal inspirado no conceito FCC Adventure, apresentado no Salão de São Paulo e reapresentado em Bolonha.

Texto: Guilherme Lopes e Rafael Lima
Foto: Divulgação

domingo, janeiro 07, 2007

Em Detroit, um Focus Renovado

Estas são as primeiras imagens da segunda reestilização do Ford Focus norte-americano, que debuta no Salão de Detroit. A novidade mais decepcionante do Salão, segundo a imprensa internacional. Desta vez, a empresa optou por algo mais profundo, incluindo uma exclusiva versão cupê. Muda toda a parte frontal, como era de se esperar, mas alterações significativas também foram feitas na traseira e no perfil lateral. A estrutura é a mesma, sendo criados novos moldes para as laterais traseiras e painéis externos das portas, surgindo um vinco que começa no pára-lama, curvando-se sutilmente até a lanterna. O interior também foi renovado.


Novidade: nova versão cupê (clique nas imagens para ampliar)


Focus Sedan: reestilização polêmica. Gostou ou não? Comente! (clique para ampliar)

Quando a segunda geração do Focus europeu foi apresentada, no segundo semestre de 2004, surgiram comentários sobre sua introdução no nosso mercado. A Ford desmentiu. As informações mais recentes do jornal O Globo informaram que a empresa estaria cotando com fornecedores as peças do modelo europeu, utilizando receita semelhante à aplicada por GM e Fiat no desenvolvimento do Vectra e da minivan Idea no Brasil, já que as duas bases usadas são próximas, e a do modelo anterior já estar adaptada para nosso continente.
Pelo resultado que vemos nessas fotos, esperamos que a Ford brasileira realmente confirme o modelo Europeu para o nosso continente. Ficamos no aguardo do pronunciamento oficial.

Antes e Depois: reparem na nova janelinha lateral

Por: Rafael Lima e Guilherme Lopes