sexta-feira, novembro 03, 2006

O conforto, cada vez mais próximo

"Foi tudo rápido demais. O sinal ficou verde, acelerei e virei a esquina. Não deu tempo nem de esticar a segunda, quando vi aquele Vectra novo estacionado, como mais um dos vários já vendidos. Mas tinha alguma coisa estranha nele. Quando dei por mim, que aquele carro poderia ser o que parecia, freiei delicadamente, quase perdi meu pára-choque traseiro, e estacionei em frente ao dito-cujo. Olhei no retrovisor e pensei "não é possível". Pra qualquer outra pessoa que passasse ali, aquilo não significava nada. Mas pra mim, um pobre mortal do interior de SP, apaixonado por carros, aquela era uma coisa que não se repetiria nunca, pelo menos nas próximas semanas. Desci todo eufórico, com meu celular já preparado pra tirar as fotos. Sim, era ele. Não haviam as plaquetas nas portas dianteiras identificando a versão, mas as calotas de aro 15", os frisos, espelhos e maçanetas pretos, e a falta de faróis de neblina já diziam: era um Vectra Comfort. Os vidros estavam todos bem escuros, sem chance nenhuma de se olhar lá dentro, mas ali eu já sabia: bancos de tecido, ar condicionado simples, sem computador de bordo ou apliques prata. O carro em si não era AQUELA novidade, visto que o próprio AutoDiário já tinha mostrado o modelo há alguns meses, mas ao vivo a coisa muda de figura. Tirei a foto da frente, sabendo que valor aquilo tinha. Na da traseira porém, uma voz lá de cima gritou "Hey, vou cobrar, hein??". Não, não era Deus. Era o "dono" do carro mesmo, na sacada dum sobrado. Um funcionário da GM, muito, mas muito simpático, que não se mostrou nem um pouco incomodado por eu estar invadindo uma coisa mais restrita de seu trabalho. Pelo contrário, falou do carro como se quisesse que eu espalhasse tudo aquilo ali, mesmo. Me contou que o carro vem sim, apesar de dizerem que uma publicação "o matou". Só não se sabe quando. A marca está esperando "baixar a poeira" (algo entendível como os rumores sobre o carro forem esquecidos um pouco). Ele falou um pouco de inutilidades, eu queria esticar a conversa um pouco mais, até pedir pra ver o interior. Mas o começo de uma chuva tentava me espantar dali rapidinho. E o fiz. Fui embora vendo aquele modelo se afastar pelo retrovisor.

Será que eu fiz um flagra mesmo? Será que o carro está prestes a ser lançado? Será que a GM está dando Vectras Comfort aos funcionários para estes usarem e testar a reação das pessoas na rua? Bom, se for essa última mesmo, e se depender da minha opinião, ele vai ser logo lançado. Fiz questão de deixar bem claro que o modelo estava maravilhoso (o que de fato estava), mesmo sem adereços estéticos, e seria uma oportunidade muito bem vinda pra GM aumentar as vendas dele, mesmo matando um pouco as do Astra. Afinal, por uns 52 mil reais estimados, o carro começa a se tornar muito interessante..."

Por Adriano Vieira

quinta-feira, novembro 02, 2006

Carros jogando futebol - Fox x Aygo

terça-feira, outubro 31, 2006

Nipo-franceses invadem o Louvre

Na última sexta, o grupo PSA apresentou as primeiras imagens e informações oficiais dos seus novos utilitários-esportivos, um mercado novo para as duas marcas. O Citroën C-Crosser e o Peugeot 4007 são as apostas das duas marcas num segmento que cresce a cada dia, mesmo na tradicional Europa. Os carros foram desenvolvidos em conjunto com a nova geração do Mitsubishi Airtrek (foto acima), precursor dessa categoria e atualmente o crossover mais vendido no mundo. Os modelos medem 4,64 metros de comprimento, 1,81 de altura e têm soluções práticas, como os dois lugares extras no porta-malas, que se escondem no assoalho quando não são usados (como na Zafira), e a tampa traseira que se abre em duas partes. Tudo sempre igual no trio...


Na frente, cada um seguiu as linhas características de sua marca. O resultado é um design bem agressivo

O que não se esperava é que os carros ficassem tão iguais no design também: apenas a frente muda radicalmente nos três modelos, sendo a lateral idêntica, assim como a traseira, salvo por detalhes como a lente das lanternas e os logotipos. No caso da frente, a Mitsubishi optou pela simplicidade nas linhas, como sempre fez, deixando a área bem limpa, mas que não deixa de ser agressiva. Toda essa agressividade, porém, some quando ele é posto perto dos irmãos franceses. O 4007 e o C-Crosser usam de todas as exóticas linhas francesas pra gerar a maior agressividade possível, cada um com seu design distinto, seguindo a escola de sua marca. O resultado são linhas que não agradam a todos, mas que não negam o lado esportivo e off-road dos carros. O grupo não revelou detalhes ou imagens do interior, mas espera-se que sejam tão distintos como as frentes, pelo menos dos franceses em relação ao Airtrek.


Na traseira, fica clara a falta de criatividade dos projetistas


Quanto a motorização, os carros usam o 2.2 HDi (diesel), de 156cv e 39kgfm de torque, um motor consagrado na Europa e que já equipa modelos como C5 e 407 (o Airtrek, porém, usará naquelas terras um motor de origem VW, próximo dos 140cv). O câmbio é manual, de seis marchas, podendo-se optar por um automático com trocas seqüenciais, algo semelhante ao usado no nosso 307. A tração, selecionada automaticamente, pode ser 4x2, 4x4 ou 4x4 com bloqueio de diferencial, e as suspensões usam os consagrados sistemas McPherson na frente e multibraço na traseira.


O primogênito, Airtrek: a traseira comum no trio, e o interior do modelo. Espera-se algo diferente da PSA nessa área


As vendas da dupla começam em meados do ano que vem, na Europa. Se um dia chegarão ao Brasil? É realmente uma incógnita difícil de ser respondida tão agora. A parte mais crítica seria rivalizar com o próprio irmão... Com importação confirmada para o próximo ano, o Airtrek chegará possivelmente com um motor 3.0 V6, e câmbio automático de seis marchas, por um preço não muito mais alto do que o praticado hoje pela atual geração. Se depender do sucesso que o modelo nipônico faz por aqui e do seu público fiel à marca, sem contar a total falta de tradição das marcas francesas nesse ramo, são poucas as chances de sucesso do 4007 e do C-Crosser por aqui. A Citroën, porém, com sua ousada proposta de modelos importados a preços competitivos, parece dizer o oposto. Depois do C4 Picasso e do C6, o C-Crosser pode ser uma proposta interessante pra alargar a gama do fabricante. E onde uma vai...


Texto: Adriano Vieira

sábado, outubro 28, 2006

O retorno do mito

Pois é. Depois de toda essa história noticiada nos jornais, e inclusive pelo AutoDiário, parece que a verdade não é bem como havia pronunciado a Polícia.

Após a apresentação da documentação comprovando a situação regular dos veículos no país, a importadora conseguiu trazer os veículos de volta ao Salão.

Conforme presenciamos, uma Lamborghini Gallardo preta retornou ao Salão às 9h da noite. Sim, o mito voltou. E a história continua muito mal explicada.

sexta-feira, outubro 27, 2006

Novo Fiat Bravo - Video

Mamma mia, Bravo!

quinta-feira, outubro 26, 2006

O Mico do Mito

Quem esteve no Salão ontem pode presenciar o "passeio" que as Lamborghinis expostas fizeram ao serem encaminhadas para o pátio da Polícia Federal. O motivo? Segundo a PF os modelos foram importados irregularmente. Chegaram ao Brasil para fazer testes ambientais e teriam de voltar para o país de origem, mas já estavam inclusive cadastrados no Detran (!). Tudo isso sem pagar os impostos devidos claro.

Essa discussão foi parar na justiça, e desde junho os modelos estavam depositados em nome da representante da Lamborghini, para evitar que depreciassem nos pátios da Polícia. Nessa condição não poderiam circular, ser expostos ou muito menos ser vendidos (no caso do Salão, os dois juntos). E mesmo após ter sido rejeitado o pedido de exposição dos modelos a empresa decidiu participar da mostra.

O resultado é o da foto. Que papelão. Alguns dizem que esse ato foi completamente político. Será mesmo? A empresa descumpriu uma decisão judicial, que levou a apreensão dos autos. É muito complicado falar que há outros responsáveis se não o próprio representante. Questionável é a postura dos políciais, que não perderam a chance de pilotar os bólidos, ao invés de chamar guinchos.

Já está na hora da Lamborghini escolher melhor seus representantes. Na Argentina seus representantes estão autorizados a, inclusive, produzir (!) sob a chancela da Marca. Sim, os Diablos xuning do link abaixo foram autorizados pela marca.


A Lamborghini não se manifestou oficialmente sobre o ocorrido no envento, somente seu representante da marca do Brasil. Disse que foi uma injustiça. Sem maiores explicações.

Mais informações: Estadão

Texto: Guilherme Lopes

terça-feira, outubro 24, 2006

Roewe 750E

Algum tempo após a falência da MG-Rover, os direitos intelectuais (projetos) dos modelos Rover 25, 45 e 75, foram adquiridos pelos chineses da SAIC - Shanghai Auto Industry Corp. Já os direitos de design dos modelos da marca MG: ZS, ZR, ZT e TF , assim como a fábrica de Birmingham (ferramental e motores), foram repassados à Nanjing Automotive, a montadora mais antiga da China. Por fim, a marca Rover parou nas mãos da Ford. O principal motivo? A montadora americana queria proteger a Land-Rover, evitando que os chineses pudessem utilizar o nome Rover em veículos utilitários. A Ford possuia o direito de consulta sobre a questão desde a compra da Land-Rover, em 2000.

Pois bem, a SAIC revelou na semana passada a sua nova marca na China, a Roewe que, em chinês significa glória e potência (Rong-Wei). Na foto acima, a comparação entre logotipos. Fica clara a semelhança entre os nomes Rover e Roewe, a pronúncia se confunde com a da marca britânica. A SAIC desenvolverá novos modelos baseados na tecnologia adquirida à MG-Rover, preparando para o Salão do Automóvel de Beijing, entre os dias 17 e 28 de Novembro, o lançamento do modelo 750E que, nada mais é do que uma leve reestilização do Rover 75. Estas são algumas imagens já divulgadas:



Fonte: AFP / Wikipedia